Click nos Parceiros:
O Mais Querido do Brasil Abutres da Flajubá Tua Glória é Lutar Flamengo NET Flamengo Eternamente Campeão do mundo e pentacampeão Blog do torcedor Urublog Fla na Rede Raça Rubro-Negra Click nos Parceiros:
O Mais Querido do Brasil Abutres da Flajubá Tua Glória é Lutar Flamengo NET Flamengo Eternamente Campeão do mundo e pentacampeão Blog do torcedor Urublog Fla na Rede Raça Rubro-Negra"Apenas Alguns Torcedores IlustresEstrelas que Torcem para o Flamengo:FLAMOSOS
+Ary Barroso (compositor, radialista)+Bezerra da Silva (cantor)+Bussunda (comediante)+Carlinhos Niemeyer (cineasta)+Carlos Drummond de Andrade (poeta)+Carlos Eduardo Dollabella (ator)+Carmem Miranda (Cantora)+Ciro Monteiro (cantor)+Claudinho (cantor)+Dias Gomes (escritor)+Edmo Zarife (Locutor - Aquele do "Braziuuuul)+Evandro Carlos (jornalista)+Garrincha (atleta, futebol)+Grande Otelo (ator)+Henfil (cartunista)+Ibrahin Sued (jornalista)+João Nogueira (cantor)+José Lins do Rego (escritor e cronista)+Juscelino Kubtischek (presidente)+Maria Lenk (atleta, natação)+Mário Filho (escritor e jornalista)+Moreira da Silva (cantor)+Mussum (comediante)+Otelo Caçador (cartunista)+Paulo Francis (jornalista)+Roberto Marinho (jornalista)+Rômulo Arantes (ator e atleta, natação)+Tom Jobim (compositor)+Walter Clark (executivo de TV)+Zózimo Barroso do Amaral (jornalista)Adriana Esteves (atriz)Alexandre Pires (cantor)Ancelmo Góis (jornalista)André Gonçalves (ator)André Marques (ator e apresentador)Angélica (apresentadora)Apolinho, Washington Rodrigues (radialista)Armando Nogueira (Jornalista)Astrid Fontenelle (apresentadora)Baby do Brasil (cantora)Beth Faria (atriz)Bernardinho (técnico volei)Bochecha (cantor)Borjalo (executivo de tv)Bruno Gagliasso (ator)Canisso (músico)Carlão (atleta, vôlei)Carlinhos de Jesus (coreógrafo e dançarino)Carol Castro (atriz)Carolina Dickman (atriz)Ciça Guimarães (atriz e apresentadora)Cláudia Abreu (atriz)Cláudia Raia (atriz)Cláudia Rodrigues “A diarista” (atriz)Cláudio Heinrich (ator)Cláudio Manoel (comediante)Dado Dolabela (Ator)Davi Moraes (músico e cantor)Digão (músico)Diogo Nogueira (cantor)Djavan (cantor e compositor)Eduardo Galvão (ator)Eduardo Moscovis (ator)Elza Soares (cantora)Eric Faria (jornalista)Fábio Jr (Cantor)Fafá de Belém (cantora)Falcão d’O Rappa (cantor)Fausto Silva (apresentador)Felipe Camargo (ator)Fernanda Keller (atleta)Fernando Calazans (jornalista)Fernando Scherer (atleta, natação)Floriano Peixoto (ator)Gabriel Pensador (cantor)Galvão Bueno (locutor)Giovana Gold (atriz)Giovane (atleta, vôlei)Glenda Kozlowski (jornalista e apresentadora)Gualter Salles (piloto)Hebert Vianna (músico e cantor)Heitor Martinez (ator)Helena Ranaldi (Atriz)Humberto Martins (ator)Ivete Sangalo (cantora)Ivo Meireles (músico)Jards Macalé (cantor e compositor)João Bosco (cantor e compositor)Joãozinho 30 (carnavalesco)Jorge Ben Jor (cantor e compositor)Jorge de Sá (ator)Jorge Pontual (ator)José Abreu (ator)José Maria Scassa (jornalista)José Nêumanne (jornalista)José Padilha (cineasta)Lan (cartunista)Latino (Cantor)Leandra Leal (atriz)Leila Pinheiro (cantora)Léo Batista (locutor e apresentador)Leo Jaime (cantor)Lisandra Souto (atriz)Lúcia Veríssimo (atriz)Lúcio Mauro Filho (ator)Luma de Oliveira (Atriz)Luiz Ayrão (cantor)Malu Mader (atriz)Marcelo D2 (cantor)Marcelo Faria (ator)Marcelo Serrado (ator)Márcio Garcia (ator e apresentador)Marcius Melhem (comediante)Maria CarolinaMaria Paula (atriz e comediante)Maurício Mattar (ator e cantor)Mauro Mendonça (ator)Mauro Mendonça Filho (diretor de TV)MC Marcinho (Cantor Rap)Milena Ciribelli (jornalista e apresentadora)Milton Gonçalves (ator)Moacyr Luz (compositor e violonista)Moraes Moreira (cantor e compositor)Nalbert (atleta, vôlei)Neguinho da Beija-Flor (cantor)Oscar Niemeyer (arquiteto)Paula Toller (cantora)Paulo SerraPedro Paulo Rangel (Ator)Pepeu Gomes (músico e cantor)Popó Bueno (piloto)Raimundo Fagner (cantor)Reginaldo Faria (ator)Renata Cordeiro (jornalista)Renato Maurício Prado (jornalista)Ricardo Teixeira (presidente da CBF)Roberto Assaf (jornalista)Roberto Pupo Moreno (piloto)Rodolfo (cantor)Romário (atleta, futebol)Rosamaria Murtinho (atriz)Ruy Castro (escritor)Sandra de Sá (cantora)Sérgio Bessermann (economista, ex-presidente do IBGE)Tande (atleta, volêi)Tereza Seiblitz (atriz)Thiago Lacerda (ator)Toni Garrido (cantor)Tony Tornado (ator e cantor)Vera Fisher (atriz)Wagner Love (atleta, futebol)Wanderley Luxemburgo (técnico de futebol)Xuxa (apresentadora)Zico (atleta, futebol)Ziraldo (cartunista)Zizi Possi (cantora)
"História da Carreira de Alguns Torcedores Ilustres Estrelas que Torcem para o Flamengo
ZICOArthur Antunes Coimbra, ZICO nasceu em 03 de março de 1953, no bairro de Quintino Bocaiúva, na cidade do Rio de Janeiro. Começou na escolinha do Flamengo no ano de 1967, tendo sido levado ao clube pelo radialista rubro-negro Celso Garcia. Em sua vitoriosa carreira Zico jogou 1.180 partidas, no futebol amador e profissional, e marcou 826 gols. Como profissional do Flamengo atuou 731 jogos e marcou 508 gols, sendo o maior artilheiro do clube. Jogou pelo Flamengo de 1967 a 1983, depois transferiu-se para a Udinese, voltando ao Flamengo em 1985 e fez seu jogo de despedida em 06/02/1990, para 90 mil torcedores no Maracanã. Entre 1991 e 1994 jogou no Japão, onde é ídolo até hoje. Além de ter sido um atleta exemplar, Zico sempre demonstrou ser um homem de caráter. Emocionou o Brasil ao mostrar sua determinação e força de vontade na tentativa de disputar a Copa do Mundo de 1986, quando se recuperava de uma cirurgia no joelho. É sem dúvida um exemplo a ser seguido, como pessoa e atleta. Todas as torcidas têm seus ídolos, mas a relação de Zico com a nação rubro-negra é algo que nunca será igualado. Como tudo começou Por André Oliveira O maior ídolo da história do Flamengo, a maior torcida do Brasil. Isso já seria suficiente para mostrar a importância de Zico no futebol brasileiro. A sua trajetória como atleta e como dirigente foi - e ainda é marcada por sua força de vontade, espírito de equipe e, acima de tudo, seu senso profissional. Títulos, gols, passes e lances geniais não vieram por acaso, mas sim após muita dedicação. Além disso, Zico também é uma figura carismática: sua identificação com o torcedor certamente garantiu a ele um lugar no coração de fãs de todas as idades - até mesmo do outro lado do mundo.Arthur Antunes Coimbra, o Zico do Flamengo, da seleção brasileira, do Udinese, do Kashima Antlers e do Beach Soccer nasceu no subúrbio de Quintino Bocaiúva, no Rio de Janeiro, em 3 de março de 1953. Era o filho caçula de dona Tidinha e seu Antunes, e ganhou o nome do seu avô materno.Assim como os seus irmãos mais velhos Zeca, Nando, Edu e Tonico, brincava na rua o dia inteiro. Soltava pipa, rodava pião, jogava bolinha de gude... Mas o que aquele garoto gostava mesmo era de jogar futebol. Tudo o que Zico queria era jogar bola. E jogava bem: desde menino, o pequeno Arthurzinho - ou Arthurzico, como era conhecido, já impressionava a todos com a sua visão das jogadas, a sua habilidade com a bola nos pés e com os seus inúmeros gols. Os pais sempre apoiavam a escolha dele e de seus irmãos, exigindo apenas uma coisa: tinham que continuar a estudar, e ter um diploma universitário. A profissão de jogador de futebol, na época, não era muito bem vista.Zico já era Zico, o galinho de Quintino, em 1967, quando tinha um teste marcado no América, time dos irmãos, aos 13 anos de idade. Foi quando apareceu Celso Garcia, radialista e amigo da família, que pediu ao Seu Antunes a autorização para levá-lo a um treino do Juvenil do Flamengo. O coração do menino, coração de torcedor, falou mais alto. Com 13 anos e 1,45m, o magro e pequenino Zico, ao lado do amigo Celso Garcia, cruzou os portões da Gávea pela primeira vez.Modesto Bria, treinador das categorias de base do clube, quase não acreditou quando Garcia lhe mostrou aquele menino franzino. "É muito pequeno, não dá", teria dito o técnico. Mas a teimosia de Garcia foi maior que a de Bria, e Zico acabou sendo chamado para treinar. Jogou apenas 10 minutos, ao lado de meninos de 17 anos. Foi o suficiente para que o treinador desse conta que estava diante do futuro ídolo do clube, um dos maiores astros do futebol brasileiro.Ninguém negava sua qualidade, mas o que dificultou muito o seu início de carreira era o seu tamanho. Era franzino e fraco fisicamente, perdendo muitas jogadas por causa disso. A partir daquele momento, o Flamengo preparou uma preparação física especial, orientada pelo professor José Roberto Francalacci, que tinha como objetivo fazer do menininho um atleta perfeito, capaz de suportar os choques inevitáveis com os marcadores adversários. Após quatro anos e uma fase de tratamentos, acompanhamento nutricional e desenvolvimento muscular, o garoto Zico transformou-se no atleta Zico. A partir daí, começou a sua preparação técnica, para melhorar a qualidade das suas jogadas e aprimorar a velocidade com a qual elas se processavam. Depois de muito treino, Zico estava pronto para entrar em campo no time profissional do Mengão.Uma vida no FlamengoGazeta Press Zico começou no Flamengo, em julho de 1971, e até a sua despedida, em dezembro de 1989, suou muito a camisa e passou por diversos obstáculos para obter suas conquistas e cumprir uma extraordinária e emocionante carreira de jogador de futebol, mostrando a todos ser um dos melhores jogadores do mundo. Nesses 22 anos de Flamengo, foram 731 jogos e 508 gols - é o maior artilheiro do rubro-negro carioca. O clube, que teve jogadores como Garrincha, Zagallo, Júnior e Leandro, apenas para citar alguns nomes, reconhece em Zico o seu maior ídolo. Em 1972, aos 19 anos, Zico conseguiu seu primeiro título carioca, época em que a equipe do Flamengo era comandada pelo técnico Zagallo. Em 1974, comprovando o seu potencial, surgiu a oportunidade de jogar com a camisa 10 rubro-negra. A partir daí, Zico Já começava a mostrar um futebol empolgante, com dribles, lançamentos precisos e, principalmente, arrancadas fulminantes em direção ao gol, que freqüentemente terminavam com a bola no fundo da rede. Outra característica marcante eram suas milimétricas cobranças de faltas, que mais tarde seria a marca registrada do maior jogador do Flamengo de todos os tempos. Foi artilheiro do Campeonato Brasileiro nos anos de 1980 e 1982, ambos com 21 gols, e fez 139 gols em 17 campeonatos, estando atrás apenas do atacante Roberto Dinamite, com 190 gols em 20 campeonatos.Gazeta Press Com a Era Zico, o Flamengo conquistou 22 títulos: nove taças Guanabara, sete Campeonatos Estaduais, quatro Brasileiros, Taça Libertadores da América e Mundial Interclubes (quando derrotou o Liverpool, da Inglaterra por 3 x 0 e ganhou um automóvel Toyota, como melhor jogador em campo). A partir daí, Zico tinha um novo desafio: mostrar ao mundo que era um jogador tão bom quanto os melhores craques do mundo. Em 1983, Zico foi vendido para a Udinese, da Itália, onde ficou durante dois anos. Jogou de igual para igual com times cheios de estrelas e foi vice-artilheiro do campeonato de 84, apenas um gol atrás do francês Platini, que jogou 6 partidas a mais defendendo a fortíssima Juventus. Entretanto, Zico foi eleito o melhor jogador da competição. Voltou ao Flamengo, para a felicidade da nação Rubro Negra, em 1985. Um ano depois, durante um jogo do Campeonato Carioca, Zico sofreu uma entrada criminosa do jogador Márcio Nunes, do Bangu. Teve o seu joelho operado, foi submetido a uma artroscopia para a retirada de fragmentos ósseos do menisco, e após uma dolorosa recuperação, na qual passava horas por dia em aparelhos de musculação, o Galinho de Quintino estava de volta.Gazeta Press Em 1987, após o pênalti perdido na Copa do México, Zico liderou um Flamengo sensacional, que além de jogadores experientes, como Edinho, Leandro, Andrade e Renato Gaúcho, contava com a força dos jovens Leonardo, Bebeto, Zinho, Aldair e outros. O resultado foi a conquista do Campeonato Brasileiro daquele ano, o quarto da vida de Zico. Sua última vitória no Flamengo não valeu nenhuma taça, mas valeu o respeito e a admiração da torcida rubro-negra, a maior do Brasil, não só pela sua genialidade no futebol, como também pelo seu caráter fora de campo. O palco da despedida foi Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 2 de dezembro de 1989, onde o Mengão aplicou uma goleada histórica de 5 a 0 no Fluminense. Basta uma frase para definir a condição especialíssima de Zico no clube: foi e será sempre o maior e eterno ídolo do Flamengo de todos os tempos. E tem mais: durante os raros momentos de folga, Zico aparecia ao lado da família. Nunca se envolveu em um escândalo, não se recusava a treinar e nem a jogar. Atendia aos fãs com calma e paciência. Jogava futebol com amor, sangue e suor pelo Flamengo. O segundo artilheiro da seleção Gazeta Press Em toda a história da seleção brasileira de futebol, Zico é o segundo maior artilheiro de todos os tempos, com 66 gols em 89 jogos, atrás apenas de Pelé que marcou 98 gols em 114 jogos. Mas como não poderia deixar de ser, não foi fácil chegar lá: o desafio era superar a desconfiança de treinadores, torcedores e da imprensa, e provar que tinha valor para vestir a camisa que um dia fora do rei: a número 10.
Clubes que atuou: Flamengo, Udinese/ITA e Kashima Antlers/JapãoTotal de jogos: 1176Total de gols: 831Total de títulos: 46
Alguns títulos importantes: Campeonato Carioca (1972,74,78,78, 81,86); Taça Guanabara (1972, 73, 78, 79, 80, 81, 82, 88, 89); Campeonato Brasileiro (1980, 82, 83, 87); Taça Libertadores da América (1981); Mundial Interclubes (1981); Ramón de Carranza (2); Torneio Pré-olímpico (1971).
Jogou 765 jogos pelo Flamengo marcando 568 gols
JUNIORLeovegildo Lins Gama Júnior nasceu em 29/06/1954, em João Pessoa, no estado da Paraíba. Participou ao lado de Zico da geração que mais títulos deu ao Flamengo, inclusive o título mais importante da história do Flamengo, o de CAMPEÃO DO MUNDO, em 1981. Foi o jogador que mais vezes atuou com a camisa do Flamengo, 865 jogos. Sempre empolgou a torcida com sua raça em campo, e não cansava de dizer que a camisa do Flamengo era sua segunda pele. Disputou duas copas pela seleção, as de 1982 e 1986, e também jogou pelos times italianos do Torino e do Pescara. O almanaque do futebolPor Guilherme Costa, especial para GE.NetNílton Santos disputou quatro Copas do Mundo (50, 54, 58 e 62). Foi titular do Botafogo e da seleção brasileira por mais de dez anos. Jogador clássico, elegante, seu grande conhecimento lhe conferiu o título de Enciclopédia do Futebol.Até a década de 70, ele sempre foi considerado o maior lateral-esquerdo brasileiro de todos os tempos. Em 1974, contudo, surgiu um jogador que ameaçou este posto.No início, as comparações entre Júnior e Nílton Santos eram vistas como um absurdo enorme. O jogador do Flamengo, caracterizado por sua qualidade no passe e por seu alto nível técnico, era visto como deficiente no quesito marcação.Aos poucos, porém, Júnior foi conquistando a confiança de todos. Até mesmo do próprio Nílton Santos, que chegou a se colocar no mesmo patamar do jogador do Flamengo.Cláudio Coutinho, que viu Nílton Santos jogar e foi técnico de Júnior, deu uma das melhores definições sobre o jogador. "Foi um dos maiores atletas que eu vi jogar. Sabe tudo de bola. Se o Nílton Santos foi a Enciclopédia do Futebol, o Júnior foi o Almanaque", brincou.Gianni Agnelli, homem forte da Juventus e da Fiat na década de 80, foi outro profundo admirador do futebol de Júnior. "Ele é uma festa para o esporte. Ele facilita as coisas e foi um precursor de um estilo. Depois dele, todos os laterais passaram a ser mais ofensivos. O Júnior foi o primeiro estágio dos alas, que dominam o futebol atualmente".
Títulos como jogador: Campeonato Carioca (74, 78, 79, 81 e 91), Taça Guanabara (78, 79, 80, 81 e 82), Campeonato Brasileiro (80, 82, 83 e 92), Copa do Brasil (90), Libertadores (81), Mundial Interclubes (81), Taça Ouro (80 e 82)
XUXA
Mais um dia se passava, da alegre menina de cabelos dourados e de olhos-azuis, quando cansada voltava para casa no trem do subúrbio em direção a Marechal Hermes, quando algo lhe chamou atenção: Um Rapaz trazendo debaixo dos braços um punhado de revistas; Mal sabia ela que aquele rapaz iria transformar sua vida. Se sentindo um trapo depois de mais uma aula de ginástica olímpica no clube de regatas flamengo, ela pediu para dar uma olhada naqueles impressos. Ele arquivista de uma grande editora do Brasil e acostumado a ver passear pelos corredores da Block as mais belas modelos se encantou com a beleza rara da menina para os padrões brasileiros. Mas em um arrobo ele elogiou com empolgação a garota o que não agradou a sua irmã que a acompanhava. Enfim, depois de agradáveis momentos para os olhos daquele rapaz a menina teve que descer. Passado algum tempo depois dela ter chegado em casa a sua mãe foi atender a porta e para a surpresa da bela garota era o tal rapaz das revistas. Ele meio desajeitada se apresentou como funcionário da Block e falou que conhecera a filha dela no trem e a achou muito bonita e que ela poderia se dar bem como modelo na empresa que ele trabalhava. Falou ainda que estavam realizando uns testes para descobrir novos talentos, na empresa em que ele trabalhava, e as selecionadas teriam publicadas suas fotos em uma nova revista endereçada ao público adolescente, na sessão garotas carinho. Perguntou então a dona Alda se ela não teria uma foto de Xuxa para que ele pudesse levar para a Block. Meio desconfiada a mãe tentou resistir ao pedido, mas acabou cedendo indo buscar no fundo de uma gaveta, até então o maior êxito de sua filha, em fulgurante beleza, a foto dela como rainha num concurso de beleza em Coroa Grande litoral sul do estado o Rio de janeiro. Dias depois recebeu Xuxa a notícia de que o pessoal da Bloch queria vê-la. E realizaram com ela uma série de testes fotográficos; e não deu outra; aprovada em todos apareceu na sessão garotas carinhos; e ganhou como prêmio maior, a capa da Revista, nova, chamada, Carinho. ^ topoCarreiraSempre elogiada por sua beleza e perfil fotogênico, ela que desejava, na infância, aparecer em apenas uma capa de revista que fosse, dos 16 aos 17 anos, apareceu em mais de 57 capas. Registrou no ano de 1980 a marca incrível de 80 capas de revista. Ao Contrario de outras modelos, mostrou-se sempre jovial e ostentando insaturável beleza, razões importantes que explicam o seu êxito, mas distante ainda de outras características quanto a transmutabilidade e a multifacetação, que viria a mostrar mais adiante.Como exemplo dessa força, temos que ainda 1979 aos 16 anos de idade, ela foi escolhida pelo fotógrafo Dirck Halstead, da revista TIME, para protagonizar uma coleção de moda publicada em várias revistas Internacionais e cadeia de Televisão- nesse mesmo período apresentou-se em programa do Chile e da Argentina. Porém, por traz desta força, estavam não menos importantes personagens, que trabalharam para que ela alcançasse tamanho sucesso, como fotógrafos, editores de moda da Bloch, dentre os quais podemos destacar os fotógrafos Indalecio Wanderley e André Wanderley. O primeiro, responsável pelo teste, que ela fez para a editora Bloch, aos quinze anos, e que a acompanharia em outros, diversos, trabalhos. Tamanho foi o empenho dos profissionais da Bloch que seu nome se tornou senha para o sucesso das mais diversas publicações, no meio da moda brasileira, tanto que sua fama atravessou os oceanos chegando ao Japão onde foi entrevistada para a TV ASAHI, por um dos maiores animadores do horário nobre Junji Takada. Mas, contudo, nessa época, seu maior feito foi despertar o interesse da poderosa Eileen Ford- dona da maior agência de modelos de Nova York. Em duas passagens pelo Brasil Eileen Ford, tentou entrar em contato com a exuberante modelo, mas devido a compromissos extras da manequim esse encontro não foi possível. Passado algum tempo, Xuxa foi orientada a procurar experiência Internacional, indo bater assim na porta de uma pequena agência de Nova York, mas, por uma ironia do destino, não logrou êxito, contudo, ainda não seria o fim, pois o futuro lhe tinha reservado a maior de suas oportunidades. Nesse período, em que esteve em Nova York, pensou até em desistir de procurar uma outra agência, mas a conselho de uma amiga que lá morava foi encorajada a procurar Ford, o que lhe causou espanto, pois se tratava da maior agência do mundo, responsável pela ostentação do passe das mais belas modelos do mundo, como Brooke Shields, mas algo lhe dizia que ela deveria seguir o conselho; Encorajada por sua força de vontade o obstinação foi até Ford, e ao contrário do que fantasiou, foi recebida com entusiasmo por Kate Ford que conversando com ela lhe falara que já tinha ouvido muitos bons comentários sobre a "blonde-girl" brasileira, e que eles da Ford Model's tentaram até um contato com ela no Brasil mas que não fora, naquela ocasião, possível. Kate, então, sabendo do gosto de sua mãe antes de apresentar Xuxa para Eileen a fez remover a pesada maquiagem que trazia em seu rosto e a ajudou a selecionar as melhores fotos do seu book que fatalmente agradariam a sua mãe. E ao contrario da resposta que obtivera da pequena agência ouviu o veredicto: "Emagreça 7 Kg e seja bem vinda a Ford Model's" sentenciou Eileen Ford e assim a menina pobre do interior de um pequeno estado Brasileiro, o, do Rio Grande do Sul, se tornou contratada da agência que lançou mulheres como Margaux Hemingway, Candice Bergenm, Jane Fonda, Christie Brinkley, Lauren Hutton e Cheryl Tiegs.^ topoFases de sua Carreira| Primeira Fase | Segunda Fase | Terceira Fase |Sua Primeira fase pouco importante em termos fotográficos, deixa claro a falta de orientações fundamentais para reverberasse, protraindo sua imagem até hoje como apta a ser estudada pelas diversas escolas da fotografia de moda. Essa primeira fase ela se apresenta dos 15 a meados dos 16 anos, quando sua imagem adolescente era constantemente evidenciada como tema das fotografias, até que, por orientação de um fotógrafo (Nilton Ricardo),em meio a uma sessão de fotos, vendo ele que ela variava as poses dentro de uma temática mais infantil gritou: "“ faz olhar de tesão “", e vendo que continuava a bela garota no mesmo tema a orientou da seguinte forma: (uma vez, claro, que entendeu que ela não sabia nada sobre o assunto) "“ Está vendo aquela caneta ali, em cima da mesa, peque-a; e a coloque entre os dentes e deixe a boca entreaberta; agora puxe o ar para dentro; encolha a barriga; tire a caneta, pronto! Fique assim - mas não se esqueça antes de olhar para essa luz, pronto - agora sim." O efeito produzido por isso era um olhar sensual e uma cara provocante. A partir da ai temos o inicio a segunda fase.A segunda fase a é de especial importância para a carreia dela começando com estrondoso sucesso. Assim, nesse período, com ela tendo 17 anos é capa de praticamente todas as revistas de moda no Brasil aparecendo em mais de 80 capas a e sendo assunto no meio da moda do Brasil. Essa fase com cara falsa de sensualidade alcança o título de Sex Simbol. Sendo cobiçada não apenas pelos fotográficos passou a realizar trabalhos em outros meios de comunicação como televisão. Realizou na TV diversos trabalhos como aberturas de novelas e participações em programas de auditório. Nessa fase seu nome alcança fama internacional e ela com os loiros da vitória profissional consegue dar condições de vida melhor a seus familiares, mas isso é outra história. Com a projeção que obtém nessa fase consegue marcar época na moda brasileira com um padrão diferente do padrão de beleza dos anos 70, no Brasil, onde povoavam os editorias de moda e outros eventos do meio modelos magérrimas e ela juntamente com Luiza Brunet era o novo, o melhor, aquelas que as mulheres invejavam e que os homens gostariam de ter ao lado . Com abundância de curvas e com formas perfeitas, Xuxa se firma como atraente para os mais renomados fotógrafos do Brasil e posa nessa época para publicações dirigidas ao público masculino. Além dos trabalhos de moda faz também paralelamente trabalhos de atriz com pequenas participações, mas sempre muito elogiadas. Atentando para isso tudo temos como analisar que o auge dessa fase se dar em 1982 com ela com o corpo perfeitamente formado, aos 19 anos e esbanjando uma beleza forte, mítica, eivada de características e propriedades que conferiam a ela uma aparência estrelar. Nessa fase temos bem visto a multifacetação dela apresentando um lado menina um lado mulher, as duas faces de Eva, a Bela menina a fera mulher. A terceira fase a temos com formas mais adequadas aos padrões internacionais com ela obedecendo ao regime imposto pela Ford. A medida que o tempo passava seu rosto mudava ganhando traçado mais fino, mas salvaguardada sua reluzente beleza caucasiana. A Ford é com certeza um marco deveras importante para a sua vida colocando-a no lugar feito para as grandes belezas do mundo na época. Nesse período ela continua com a mesma força no mercado brasileiro e contabiliza até esse momento por volta de 1983/84 mais de 200 capas de revistas só no Brasil. Marca essa incrível tornando-a espetacular para o mundo da moda, o mundo da fotografia de moda brasileira. Por onde passava seu nome já era conhecido e ela se firma como imagem independente do seu então namorado Pelé que a incentivou no início de carreira. Ela nesse período começa a ter seu nome cobiçado para estampar, se tornar marca de diversos produtos. Mesmo estando em uma agência dona dos passes das mais belas mulheres do mundo não ficava para trás disputava de igual para igual com eles e fazia melhor.Os obstáculos do passado ficavam para trás e ela com o dinheiro que ganhava podia dar uma vida melhor para seus familiares que inclusive ajudavam a administrar o que ela ganhava. Seu pai por exemplo era seu contador e administrava seus bens, enquanto sua mão a orientava no visual. Dessa época, temos importantes capas feitas para as editora Bloch que a lançou, mas que deixaremos para mais adiante falar sobre elas. Essa magnífica fase se encerra com ela indo apresentar programas infantis. ^ topoAspectos Fotográficos da CarreiraNo início dos anos oitenta vigorava um tipo diferente de beleza que privilegiava traços mais harmônicos tendo modelos que ostentavam incrível simetria dos seus aspectos mais importantes como as estruturas ósseas e cartilaginosas do rosto - especialmente. Coisa diferente ocorre nos padrões de hoje em dia em que o mundo da beleza tem como o melhor as modelos de rostos mais exóticos, com traçado assim assimétrico. Elas, se destacam como modelos impostas pelos padrões de beleza elencados, determinados, pelas passarelas onde naturalmente há muito exotismo. Isso se contrapõem a beleza majoritária dos anos oitenta onde um tipo de beleza se destacava uma beleza rígida e harmônica muito melhor para se mostrar como modelo a ser alcançado (se é que era possível). Com Xuxa temos claro exemplo desse tipo de beleza clara e sólida cheia de significado para o mundo da fotografia. Com ela e através dos seus trabalhos fotográficos podemos verificar muitos aspectos importantes como: solidez, e aspectos de insaturação, além de, claro, a atemporaliedade. Em relação a primeira, temos que ela, dona de uma beleza ímpar e de forte impacto visual, tem como atrativos os belos olhos azuis - azuis verdadeiros se contrapondo aos olhos azuis-esverdiados ou verdes azulados - ou a perfeita boca esculpida por hábil artista, tem ela a beleza de detalhes pouco importantes hoje como forma do rosto que deixa claro um formato de crânio dolicocéfalo. Isso que dizer que cada parte do seu rosto tem forte apelo para ser digno de nota pelos fotógrafos, assim temos um amplo potencial de trabalho com ela podendo ser fotografada não apenas pelo conjunto da beleza , mas por aspectos dos detalhes. Com Xuxa se teve o aproveitamento da imagem para vender diversos produtos como: batons (destacando assim a boca e seu belo traçado), óculos (destacando os olhos com seu azul intenso), logo conclui-se que o alcance da imagem dela é sólido, a beleza dela é consistente. Muitos trabalhos tivemos dando enfoque a a dois dos grandes símbolos da beleza de Xuxa que são os olhos e a boca como a abertura feita para a novela Amizade Colorida de 82 . Segundo a solidez ela alcança um resultado muito importante para a carreira dela que foi a versatilidade. Outro fator importante é a insaturação de sua beleza que a permitiu se prolongar no tempo de modelo como novidade, como ainda atrativa depois de já ter sido tantas vezes fotografada. Como alguns dos fatores que podem explicar isso temos: a raridade de sua beleza caucasiana no Brasil, com seus belos olhos azuis e cabelos loiros e o rosto que tinham traços, formas, que favoreciam o uso diverso, camaleônico. Esse aspecto último se mostra muito importante quando vemos que concomitantemente ela poderia estar nas bancas de revistas com rostos completamente diferentes, por exemplo, em uma capa ela poderia aparecer ingênua, marota como também poderia aparecer sex com cara provocante. Isso não foi somente alcançado, por ela, apenas por ter sido privilegiada pela natureza, mas também por se esforçar para tanto como veio a dizer em uma entrevista: "quando estou sendo fotografada imagino que várias pessoas estão me vendo; e que eu deve representar com veracidade cada personagem que pedem que eu faça; e que essas pessoas sejam realmente convencidas de que eu realmente sou aquele tipo de pessoa, aquele determinado personagem; de certa forma também para mim as modelos são atrizes, mas, claro, atrizes mudas". Com isso podemos perceber que ela se esforçava para manter-se sempre melhor e sempre ser "nova", atraente para o mercado da moda , para o mundo da fotografia. Contudo, vale ressaltar e deixa claro que ela se enquadra num tipo de modelos que coloco como modelos de beleza universalizaste. Essas modelos são mais vistas no inicio dos anos oitenta e inicio dos anos noventa. A insaturação se faz presente de forma particular em certos indivíduos que são exóticos para o lugar em que eles estão radicados, assim uma das razões, também da insaturação de Xuxa é o fato dela, sendo loira de olhos azuis intergros em um país de maioria morena (mestiça) e negros. Outro item muito importante para o êxito dela no mundo da fotografia é o aspecto da atemporialidade - que consiste na beleza que se faz forte a qualquer tempo, a qualquer época independentemente dos modismos e modelos de beleza vigentes. Como exemplo desse tipo de beleza, temos a modelo canadense Linda Evangelista. Esse aspecto também se traduz no fato da reverberação da imagem dela no tempo. Quem essa característica possui se constitui como personalidade capaz de marcar uma época. E ainda mais quanto ao elevado grau da beleza dela, a modelo que a possuí será sempre lembrada. Como exemplo dessa atemporialidade em termos de características físicas temos o traçado do rosto dela belo, suave, arrojado, enfim equilibrado e harmônico. Características essas encontradas na foto excelente que ela fez por volta de 84 e que foi publicada na revista Manchete (editora Bloch) de 97 onde ela aparece com cabelos curtos e molhados e em pose de uma verdadeira ginasta. Aqui nessa foto em questão temos além dessa características de rosto belo, suave... um corpo não evidenciadamente magro, exageradamente magro , mas bem malhado e acertado. Ela ao contrario das modelos de hoje exibe formas perfeitas, exibe um corpo escultural - realmente belo. Sendo assim concluímos que a exagerada magreza e modelos sem curvas não se enquadrariam nesse aspecto da atemporaliedade da beleza em seu lado mais rígido - quanto ao corpo - muito embora tenhamos aqui muita variação, mas devemos ao meu ver colocar que realmente a maioria das modelos exibem mais os ossos do que outra coisa e isso as prende num tempo específico demais. Xuxa consegue ser atemporal por reunir características de rosto e corpo que são imãs para os fotógrafos. Sempre responsável e pronta a aprender trabalhou sempre tendo em vista ser a melhor que podia ser e assim conseguiu lugar de destaque sendo muito requisitada para brilhar em campanhas publicitários, fazer editorias de moda, aparecer nas capas de revistas e, se tivesse tempo, aparecer em películas de cinema. Contava-se para se ter um idéia que até o início de 84 ela já tivesse aparecido em mais de 200 capas de revistas o que mostra bem sua força para o mundo da fotografia no Brasil. Diferentemente do padrão de beleza ostentado pelas modelos dos anos setenta era um furacão de beleza sólida, formando assim com Luiza Brunet uma dupla até hoje tida como um dos símbolos dos anos oitenta como um todo. Depois dessa época as modelos brasileiras se voltaram mais para atender os padrões do mercado internacional onde, claro, os salários são maiores e tendo que exibir corpos magérrimos se distanciam bastante do modelo de beleza exibido pelas as duas. Concorrente com isso temos que a imagem dela se coloca em oposição as construções que foram feitas anos depois como o aspecto andrógino com modelos em imagem masculinas e que passavam a imagem de algo diferente do aspecto feminino. Ela em toda sua carreira apresentou-se sempre feminina, mas sem contudo mostrar uma imagem frágil. Ela exemplo de uma beleza inexorável pôde atravessar as épocas e ser até hoje exemplo de um modelo perfeito.
^ topoNúmeros e Títulos1979 - Primeira Capa de Revista, Rainha do Carnaval1980 - Miss Objetiva 80, Símbolo dos Anos 801981 - Pantera 81, Gata do Ano 811982 - Mulher Nota 10 do Brasil, Gata da Copa 821992 - Eleita uma das 50 pessoas mais bonitas do Mundo "Segundo a Revista People"
Maurício MattarMarcelo Serrado
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BEBETO Início e chegada ao Flamengo Qual seria a reação de um garoto baiano de 19 anos recém-chegado no Rio de Janeiro? Desde o início, José Roberto de Oliveira Gama, o citado garoto não se espantou. Ele acabara de ser contratado pelo Flamengo, o sonho de muitos meninos brasileiros. Mas a vontade de jogar pelo rubro-negro se tornaria maior ainda com o que estava por vir.Bebeto, como é mais conhecido, começou muito cedo sua carreira. Vindo das divisões de base do Vitória, este baiano de Salvador já havia sido campeão mundial juvenil pela seleção brasileira em 1983. A promessa despertou o interesse do poderoso time da Gávea, que acabara de ser campeão mundial (1981) e já era tricampeão nacional (1980, 1982 e 1983). Seu passe foi comprado por CR$ 65 milhões. O Palmeiras ofereceu mais (R$ 80 milhões), mas o pai de Bebeto, Wilson, preferiu vê-lo no time do Rio de Janeiro. Era seu sonho. Para qualquer um, o elenco de estrelas como Tita, Raul, Zico, Adílio, Mozer e outros poderiam assustar e intimidar. Mas não Bebeto. Sua trajetória no clube estaria fadada ao sucesso na década mais vitoriosa do Flamengo. Desde o início, Bebeto foi tratado como sucessor de Zico. Manchete constante nos jornais, especialmente cariocas, a imprensa se espantava com seu desenvolvimento físico e profissional.Já estabelecido como titular, Bebeto conquistou seu primeiro título em 1986, um Campeonato Carioca. No semestre seguinte, veio o polêmico título de campeão brasileiro, dividido com o Sport de Recife. Naquele ano, o futebol brasileiro passava por uma vergonhosa briga de bastidores. Foi criada a Copa União, cujo nome refletia, contraditoriamente, a partilha entre os poderosos (Clube dos 13) e os demais. Os dois anos seguintes seriam vitoriosos para o baiano. Em 1989, porém, viria a mais controversa mudança de sua carreira. 1983 - campeão do Mundial Juvenil pela seleção brasileira1984 - transferência para o Flamengo1986 - campeão carioca pelo Flamengo1987 - campeão brasileiro pelo Flamengo1987 - campeão dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (EUA) 1988 - medalha de prata nas Olimpíadas de Seul, Coréia do Sul1996 - medalha de bronze nos Jogos de Atlanta pela seleção brasileira (6 gols) transferência para o Flamengo6º maior artilheiro da História do Flamengo ao lado de Jarbas (150 gols)
Leonardo, de craque de sucesso a dirigente vencedor Foto: Acervo/Gazeta Press Por Matheus Pichonelli, especial para GE Net O técnico Antonio Lopes ficou encantado com o canhotinho franzino e ligeiro que corria pelo lado esquerdo do campo. O menino, que encarava Leandro, buscava a linha de fundo e cruzava com perfeição à área, chamou a atenção num time que já contava com Zico, Renato Gaúcho, Jorginho e companhia. A história contava que da última vez que um jogador encarou os titulares sagrados com personalidade, na ponta do campo, nascia Garrincha. O treino, então, era do Botafogo e o ala, Nilton Santos. Desta vez, o ano era 1986, uma época toda feita para o Flamengo. Terreno propício para o nascimento de craques - a sorte havia mesmo caído na Gávea. A história de Leonardo Nascimento de Araújo no futebol começou muito cedo, quando foi aprovado em uma peneira do Vasco da Gama, em 1984, em meio a 400 atletas-candidatos. Porém, o ciclo do menino em São Januário não durou muito. Não somente porque mal conciliava os estudos com a rotina de atleta, ou porque era mal aproveitado nos juniores do clube. Mas, principalmente, porque o manto preto e branco não caía bem ao menino que aprendeu a amar o maior rival, o Flamengo, desde criança, ainda no berço. Deslocado naquele time, desiste temporariamente do chamado futebol sério. Queria somente vivenciar o esporte nos terrenos baldios perto de casa, onde futebol e lazer eram chamados de pelada. Cinco meses depois, ele é obrigado a rever a decisão. Um telefonema decidiria seu destino, no dia do seu aniversário: era convidado a fazer um teste no Flamengo. O meia confessaria, mais tarde, o que o levou a acatar com carinho ao chamado: "Flamengo é Flamengo, né". Não precisava dizer mais nada. Afinal, futebol sem paixão, dizem, não é dado aos campeões.Nascido em Niterói a 5 de setembro de 1969, o menino começava a traçar uma carreira de vencedor. Sempre quieto, dormia cedo, não gostava de sair de casa - muito menos para ir a festas. Todo o sacrifício para aproveitar, mais tarde, as glórias da profissão. Em setembro de 1987, Leonardo recebe um telefonema de Isaías Tinoco, então superintendente do Flamengo. Do outro lado da linha, um convite: se não gostaria de treinar entre os profissionais do time. Quando deu por si, estava em campo em meio aos ídolos que aprendeu a admirar, do lado de fora das quatro linhas. Sua estréia no time aconteceu naquele mesmo ano, numa partida amistosa contra o Bahia (empate por 0 a 0), em Salvador. Entrou no início do segundo tempo. Debutou no Maracanã em pleno clássico do futebol carioca, contra o Vasco da Gama. Jogou somente dez minutos. Quando entrou em campo para disputar a sua primeira partida oficial, uma vitória sobre o Santa Cruz, por 3 a 1, Leonardo já era titular absoluto daquele time. Neste jogo, Zico, um de seus maiores ídolos, marcaria os três gols da vitória. Num deles, após um cruzamento de Leonardo, que choraria de emoção depois de concluída a jogada.Em questão de meses, Leonardo já disputava a final da Copa União, 17ª edição do Campeonato Brasileiro. Estava escalado na lateral esquerda da equipe que venceria a segunda partida contra o Internacional de Porto Alegre, no Maracanã, por 1 a 0, gol de Bebeto. O empate por 1 a 1 no Beira-rio, uma semana antes, garantia ao Flamengo o título de campeão nacional. Foi o primeiro dos muitos títulos que Leonardo conquistaria. Nos dois anos seguintes, triunfaria com a camisa rubro-negra nas duas próximas Taças Guanabara, em 88 e 89 - nesta competição, já era o capitão do time. Em 1990, vence a Copa do Brasil - mas naquele momento já era quase um veterano na equipe da Gávea. Porém, nem só de alegrias vive-se um craque. Bateu pelos lados da Gávea uma maré de azar, que veio a pousar sob os pés do lateral-esquerdo que ora era escalado para atuar no meio-de-campo. Ainda em 1990, quando já havia provado seu valor, a titularidade foi-se embora, assim que a camisa foi jogada para as mãos de Piá. Leonardo começava a sentir-se infeliz no Rio de Janeiro. Sentindo que era o momento de sair.Títulos: 1987- campeão brasileiro(Flamengo), campeão sul-americano (Seleção brasileira de juniores) ; 1988- campeão brasileiro de juniores (Flamengo), campeão da Taça Guanabara (Flamengo); 1989 - campeão da Taça Guanabara (Flamengo); 1990- campeão da Copa do Brasil (Flamengo);
ROMÁRIOPassa a bola para o Baixinho que ele resolveGazeta Press Por Ricardo Godoy, especial para GE Net Poucos jogadores de futebol no mundo tiveram um relacionamento tão íntimo com o gol quanto Romário. Se no decorrer do jogo ele parece apagado, inofensivo, e não se esforça para alcançar as bolas mais difíceis, é com a bola dominada dentro da área que o Baixinho mostra sua genialidade, marcando gols decisivos. Até hoje, aos 37 anos, Romário de Souza Farias marcou mais de 700. É por isso que é considerado um dos maiores jogadores da história recente do futebol brasileiro. Mas sua carreira não é marcada apenas pelos seus gols e títulos. Possui uma fama de malandro, polêmico e encrenqueiro. Sempre diz o que pensa e, por isso, já ganhou muitos desafetos, como Pelé, Zagallo e Edmundo. Também detesta treinar. Não é raro o atacante trocar um dia de trabalho por uma partida de futevôlei. Mas isto é compensado nos momentos mais decisivos dentro de campo, pois como dizem os torcedores, "é só jogar a bola para o Baixinho que ele resolve". A volta ao BrasilGazeta Press No início de 1995, o novo presidente do Flamengo, Kléber Leite, sonhava fazer um time imbatível no ano do centenário de seu clube. Para isso, nada melhor que trazer de volta ao Brasil aquele que era, indiscutivelmente, o maior craque do País em atividade. Assim, o Baixinho da camisa 11 estava de volta ao Brasil.Logo no início, ele deu o ar de sua graça, sagrando-se artilheiro do Campeonato Carioca ao lado de Túlio, do Botafogo.Em 96, a redenção com o título carioca. Mas na metade do ano uma transação levou o jogador de volta à Espanha, para atuar no Valencia. Sua atuação apagada o fez retornar à equipe da Gávea, desta vez por empréstimo, apenas meio ano depois.Dois meses depois, ele voltaria, pela terceira vez, ao Flamengo. Sua terceira passagem pelo clube lhe rendeu a artilharia do Carioca de 98 e o título estadual de 99.Títulos no FlamengoTaça Guanabara Flamengo 95Carioca Flamengo 96 e 99
ARTILHARIACampeonato Clube AnoCarioca Flamengo 96, 97 e 99Copa do Brasil Flamengo 99Copa Mercosul Flamengo 99
Sávio: o ídolo que a torcida do Fla não esquece Foto: Acervo/Gazeta Press Por Klinger Portella, especial para GE.NetO porte físico mirrado e os cabelos claros de um atacante recém-chegado das categorias de base trouxeram boas lembranças à torcida do Flamengo em 1992. Em sua primeira partida como profissional no time da Gávea, Sávio surpreendeu a todos pela sua semelhança com o ídolo Zico e, mais tarde, seu estilo de jogo fez com que muitos acreditassem que o atacante seria o Galinho dos anos 90.Durante seus dez anos na Gávea, Sávio conquistou a torcida e virou ídolo do Flamengo . O que poucos sabem é que o atacante começou sua carreira em uma equipe que tinha um nome pouco agradável aos flamenguistas. Apesar de estar jogando no Espírito Santo, Sávio vestia a camisa do Fluminensinho, clube fundado pelo pai do jogador, fanático torcedor do arqui-rival do Mengão. Sávio vestiu a camisa do Fluminensinho por três anos, tempo necessário para que seu futebol diferenciado chamasse a atenção dos representantes da Desportiva, primeiro clube federado onde Sávio atuou. Em 1988, enquanto disputava o Torneio Gazetinha, em Vitória (ES), o atacante foi observado pelo olheiro Mineiro, que não hesitou em levá-lo para o Flamengo. Depois de trocar a Desportiva pelo time Rio de Janeiro, Sávio começava a se preparar para o verdadeiro início de sua carreira. Nas categorias de base, o atacante mostrou que tinha condições de se destacar na equipe principal. Seus dribles velozes e sua disposição em atacar levaram Sávio ao seu primeiro jogo como profissional em 1992, ainda com 18 anos de idade. Mas a promoção do jogador ainda não estava para acontecer. Com um time recheado de craques como Júnior, Gilmar e Zinho, Sávio ficou sem espaço entre os profissionais, com quem chegou a treinar por quatro meses. Depois desse período, Sávio voltou à equipe de juniores para ganhar mais experiência antes de ser efetivado no elenco profissional. Em todas as categorias que passou, o atacante mostrou que poderia ser titular do Flamengo. Entre os anos de 1988 e 1993, Sávio faturou sete títulos pelos times de base da Gávea. No Fla, comparação com Zico - Foi com o técnico e ex-jogador Júnior que Sávio teve sua primeira chance entre os profissionais. E não foi em qualquer partida. Em 1993, o atacante foi escolhido pelo treinador para entrar no segundo tempo da final do Torneio Rio-São Paulo, contra o Santos, em São Paulo. Apesar de não ter faturado o título, Sávio foi bem e não deixou mais o elenco profissional do Flamengo e, depois de muito trabalho, conseguiu se firmar como titular. Assim como nas categorias de base, Sávio começou a se destacar entre os titulares do Flamengo. Carente por ídolos formados dentro de casa, a torcida começava a exaltar o menino que, muito driblador, ganhou espaço cativo no coração dos torcedores, saudosos pelos tempos em que o time contava com as belas jogadas do craque Zico. Sávio foi campeão brasileiro com o Fla, em 1992, e faturou os títulos do Torneio da Malásia e da Copa Pepsi do Japão, ambos em 94. Em 1995, ano do centenário do clube, a diretoria apostou em um trio de ataque matador, que faria de vez a alegria a torcida da Gávea. Sávio, Edmundo e Romário: dois bad-boys e o bom menino. Era o “melhor ataque do mundo". A fórmula parecia perfeita para o sucesso da equipe, que naquele ano comemorava 100 anos de fundação. Em 1996, Sávio deu a volta por cima e faturou o bicampeonato da Taça Guanabara, a Taça Rio de Janeiro, o título estadual e a Copa Ouro. Em 97, o atacante foi campeão da Copa Rede Bandeirantes e da Copa Campeões Mundiais, o seu último com a camisa do Mengão.
Títulos: FLAMENGO - Campeão brasileiro (1992), Campeão do Torneio Copa da Pepsi do Japão (1994), campeão do Torneio da Malásia (1994), 2ª Taça Guanabara (1995 e 1996), Taça Rio de Janeiro (1996), campeão e Estadual (1996), Copa de Oro (1996), Copa Rede Bandeirantes (1997), Copa Campeões Mundiais (1997). SELEÇÃO BRASILEIRA - Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, campeão do Pré-Olímpico 1996 (Argentina).
Ary BarrosoUma vida em movimento “Juro por Deus/Pelo Senhor do Bonfim/Quero você, baianinha/Inteirinha pra mim/E depois, o que será de nós dois?/Teu amor é tão fugaz e enganador.”(No tabuleiro da baiana) O ano de 1964 foi mesmo fatídico para o Brasil e os brasileiros. Além dos fatos políticos conturbadores que influenciaram todo o país, morreu no Rio de Janeiro (no dia 9 de fevereiro) o compositor, letrista, autor de espetáculos para o teatro-de-revista, animador de auditórios, locutor esportivo (profissão na qual marcou época e ficou conhecido como “o homem da gaitinha”), ex-vereador, flamenguista doente, boêmio sadio (pelo menos antes da cirrose) e personalidade internacional Ary Evangelista Barroso. Além do enorme talento, Ary Barroso ficou conhecido também pela fama de rabugento e encrenqueiro. Conta a lenda que semanas antes de morrer ele teve um encontro com o jornalista e compositor Antônio Maria (outro gigante da MPB), com quem andava às turras por conta de uma disputa de genuína vaidade. Ary vivia repetindo que a música brasileira mais conhecida dentro e fora do país era Aquarela do Brasil (“Brasil, meu Brasil brasileiro/Meu mulato inzoneiro/Vou cantar-te nos meus versos”), de sua autoria. Antônio Maria rebatia com veemência, alegando que a canção mais badalada aqui e no exterior era a sua belíssima Ninguém me ama (“Ninguém me ama/Ninguém me quer/Ninguém me chama de meu amor”). Depois de alguns bate-bocas, Maria foi visitá-lo em casa, onde ouviu um insólito pedido: Maria, canta para mim Aquarela do Brasil. Comovido, Antônio Maria não se fez de rogado. Puxou uma caixa de fósforos e cantarolou a música inteirinha, sem errar uma palavra. Fingindo-se muito agradecido e pretendendo retribuir a gentileza, Ary Barroso alfinetou: – – Agora pede para eu cantar para você Ninguém me ama. – Bom, Ary, se você faz questão... A resposta do encrenqueiro: – Não posso, não sei a letra. O fato deve ser verdadeiro, pois Ary Barrroso tinha mesmo a fama de ser um sujeito de temperamento extremamente difícil, que se envolveu em inúmeras picuinhas nos palcos, nas gravadoras, nos estádios de futebol, na Câmara de Vereadores e até nos Estados Unidos, onde recusou um convite para ser o todo-poderoso diretor musical da Walt Disney Production com uma frase que até hoje os americanos se esforçam para entender: – Não fico nem mais um dia. Aqui não tem Flamengo. Ary Barroso, que se tivesse conseguido driblar o cigarro e o conhaque teria chegado ao ano 2000 com 97 anos de idade, ficou órfão de pai e mãe aos seis anos, na cidade de Ubá, em Minas Gerais, onde nasceu em 1903. O deputado estadual e promotor público João Evangelista Barroso morreu poucos dias depois da mulher, Angelina Resende Barroso (ambos de tuberculose), deixando o pequeno Ary sob os cuidados das tias e da avó. Foi uma dessas tias quem apresentou o piano ao futuro gênio da Música Popular Brasileira, fazendo-o auxiliá-la no lúdico e premonitório trabalho de acompanhar, nos teclados, os filmes mudos que emocionavam os ubaenses no Cinema Ideal. Ary tinha então 12 anos, terminava o curso primário e se preparava para encarar o ginásio em Viçosa. Parte dos estudos básicos foi feita em Cataguases, onde travou os primeiros contatos com a boemia e o futebol (tomando cerveja com os ferroviários da Leopoldina e estreando como goleiro do Botafogo Futebol Clube local), duas outras paixões que o acompanharam por toda a vida. Com quarenta contos de réis no bolso – sua parte na herança de um tio abonado – Ary Barroso desembarcou no Rio de Janeiro em 1921, reservando imediatamente acomodações em uma pensão da Rua André Cavalcanti, perto da Lapa, e inscrevendo-se no vestibular para a Faculdade de Direito. Aprovado, demorou oito anos para concluir o curso, trancado diversas vezes por incompatibilidade de horários. Detalhe: formou-se na mesma turma do cantor Mário Reis. A experiência com o piano do Cinema Ideal foi de grande valia, pois dois anos depois de chegar ao Rio, já totalmente sem dinheiro (a herança era generosa, mas não era de borracha), acompanhou nos teclados algumas fitas de semana, pulando imediatamente para o teatro: estreou em 1923 no Teatro Carlos Gomes, juntamente com a orquestra da revista musical Luar de Paquetá, de Freire Júnior. Não parou mais. Ainda bem. Dono de uma musicalidade invejável, reconhecida pelos estudiosos como das mais marcantes em todo o cancioneiro popular do Brasil, Ary Barroso escreveu também letras lindíssimas a exemplo de Como vaes (grafia original) você? (“Como vaes você?/Vou navegando/Vou temperando/Pra baixo todo santo ajuda/Pra cima a coisa toda muda”), imortalizada por Carmem Miranda, e Risque (“Risque meu nome do seu caderno/Pois não suporto o inferno/Do nosso amor fracassado”), que mereceu uma gravação histórica de Linda Batista. Sua pena brilhou também na chamada “seqüência baiana” (Na Baixa do Sapateiro, No tabuleiro da baiana e Os quindins de Iaiá), todas as músicas com versos de muita malícia, dengo e alegria. Quando resolveu pedir ajuda, Ary Barroso cercou-se sempre de parceiros competentes. O melhor exemplo está na dobradinha com o versátil Luiz Peixoto (que era letrista, dramaturgo, ator e escritor), resultando na obra-prima Na batucada da vida (“No dia que eu apareci no mundo/Juntou uma porção de vagabundos da orgia/De noite teve samba e batucada/Que acabou de madrugada/Em grossa pancadaria”). A gravação original é de 1934, na voz de Carmem Miranda. Mas é de cair o queixo a regravação de Elis Regina, feita 40 anos depois, com arranjos impecáveis de César Camargo Mariano. O grande sucesso de Ary Barroso é de 1939. Temperada com “mulato inzoneiro”, “merencória luz da lua”, “fontes murmurantes”, “coqueiro que dá coco”, “Brasil lindo e trigueiro” e outros condimentos exóticos, a famosa Aquarela estourou no Norte. E também no Sul, no Sudeste, no Nordeste e até nos Estados Unidos, graças a um tal Mr. Disney. O desenhista norte-americano Walt Disney veio ao Brasil produzir um desenho animado tropical – Alô, amigos – com o personagem Zé Carioca. Aquarela do Brasil foi escolhida como fundo musical. Depois, Ary conseguiu emplacar também, na mesma fita: Você já foi à Bahia?, Os quindins de iaiá e No tabuleiro da baiana. Pouco depois, já bastante famoso, estava nos Estados Unidos, onde musicou diversos filmes em Hollywood, participou de festas memoráveis ao lado de Carmen Miranda e retornou ao Brasil resmungando a ausência do Flamengo, seu time do coração. Duas atividades distintas também se encarregaram de fazer o Brasil amar Ary Barroso, além da música: a narração esportiva e a animação dos programas de calouros. Na primeira, ficou famoso entre geraldinos, arquibaldos (o público da geral e das arquibancadas) e radiouvintes pela gaitinha-de-boca usada para os gols e por sua paixão rubro-negra, responsável por desatinos como abandonar o microfone para comemorar as vitórias no gramado, ao lado de dirigentes e jogadores. Da segunda atividade ficaram, nos anais das emissoras de rádio, as broncas homéricas em candidatos a cantores. Muita gente hoje famosa levou espinafração ao vivo de Ary Barroso. No carnaval de 1964 a Escola de Samba Império Serrano escolheu como enredo o tema Aquarela do Brasil, cujo samba-enredo começa assim: “Vejam essa maravilha de cenário/É um episódio relicário/Que o artista num sonho genial/Escolheu para este carnaval/E o asfalto, como passarela/Será a tela do Brasil em forma de aquarela”. Pouco antes da escola pisar na avenida, chegou a notícia: Ary Barroso morreu. Quem assistiu garante que a Império conseguiu, apesar de tudo, fazer um belo carnaval. E deve ser verdade, porque o show não pode mesmo parar e o homenageado era um homem que sempre viveu em movimento. Os maiores sucessos de Ary Barroso: Aquarela do Brasil (de 1939, gravação original de Francisco Alves e orquestra de Radamés Gnatalli. Mereceu também gravações antológicas, entre outros, de Aracy Cortes, Silvio Caldas e Aracy de Almeida). Na batucada da vida (de 1934, com parceria de Luiz Peixoto e gravação original de Carmen Miranda e o conjunto Os Diabos do Inferno). No tabuleiro da baiana (de 1936, gravação pioneira de Carmen Miranda e Luiz Barbosa, tendo acompanhamento do Regional de Luperce Miranda e orquestração do próprio Ary Barroso). Como vaes você? (de 1936, gravada original e magistralmente por Carmen Miranda, acompanhada pelo conjunto regional de Pixinguinha e Luperce Miranda. Orquestração, simplesmente, de Pixinguinha). Na Baixa do Sapateiro (de 1938, com gravação original de Carmen Miranda e Orquestra da Odeon. Merece registro a segunda gravação, feita pelos Anjos do Inferno, em 1947). Os quindins de Iaiá (de 1940, com o grande cantor Ciro Monteiro e Orquestra RCA Victor). Morena boca de ouro (de 1941, gravação original de Silvio Caldas e conjunto regional da RCA Victor. Merece registro a gravação feita por João Gilberto, em 1959, com arranjos de Tom Jobim e acompanhamento do conjunto Odeon). Risque (de 1952, gravação de Aurora Miranda e orquestra de Radamés Gnatalli. Regravada no mesmo ano por Linda Batista e o conjunto do violinista Fafá Lemos).(Luís Pimentel)".
Carmen Miranda
Carmen Miranda / Foto de arquivo com arte de Bruno SérgioCarmen Miranda, se viva fosse, completaria 100 anos na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro. Como a área de atuação do BOLA DE MEIA é o futebol, apresento agora a paixão da 'Pequena Notável' pelo Flamengo. Quem colaborou para esse post foi ninguém menos que Ruy Castro, um dos maiores escritores brasileiros, autor das biografias de Garrincha, Nelson Rodrigues e dela, a mulher que chegou a ser a mais bem paga dos Estados Unidos.
Com vocês, Ruy Castro:
"Carmen Miranda era Flamengo, sabia? Apesar de nascida em Portugal -- veio para o Brasil com 10 meses de idade, em dezembro de 1909 -- e criada em meio à enorme colônia portuguesa do Rio, tornou-se rubro-negra aos 16 anos, quando começou a namorar Mario Cunha, remador do Flamengo e filho de um dos fundadores do clube. Nos sete anos em que durou esse namoro, até 1932, Carmen teve a chance de torcer pelo Flamengo em inúmeras provas de remo e de outros esportes.
Carmen era a única ovelha rubro-negra em sua família, toda formada por vascaínos: o irmão Mocotó, que era remador do Vasco e da seleção brasileira, a irmã Aurora, o cunhado Gabriel e os sobrinhos.
Capa do livro de Ruy Castro / Foto: Reprodução
Em janeiro de 1955, no Rio, Carmen foi levada por eles ao Maracanã para assistir à decisão do campeonato carioca de 1954, entre Flamengo x Vasco. O Flamengo venceu por 2x1 e foi bicampeão. Carmen vibrou tanto nas cadeiras especiais que foi chamada à atenção por seu cunhado. Mas respondeu: "Ih, meu filho, Flamengo, Carnaval, samba, é tudo a mesma coisa!".
Em agosto daquele ano, quando Carmen morreu em Los Angeles, o presidente do Flamengo, Gilberto Cardoso, emitiu nota oficial lamentando a morte da 'grande rubro-negra'."
Ruy Castro trabalhou cinco anos na biografia de Carmen, produzindo uma obra admirável. Ruy fez um pedido ao BOLA DE MEIA: "Valeu, Bernardo? Que tal pegar uma foto bonita de Carmen e colori-la de vermelho e preto?". A arte ficou por conta de BRUNO SÉRGIO, craque da criação aqui do site do Globo. Agora, os rubro-negros podem incluir Carmen Miranda na lista dos famosos torcedores. Talvez a mais ilustre.
Cantos da Torcida Estatísticas Próximos JogosCantos da Torcida
Personalidades Fla na Imprensa Arte da Nação
DESENHOS Símbolos Pinturas Balões BANDEIRAS Bandeiras da Raça Rubro-Negra Bandeiras da Torcida Jovem Bandeiras Principais Torcidas Bandeiras em ação GRANDES ADEREÇOS Bandeirões Bandeirões-camisa Outras criatividades Notícias Imagens Gávea Virtual Mais Visitados Downloads
Vídeos Audio Imagens Gozação Gozação 1 Gozação 2 Cantos da Torcida Estatísticas Fla Gatas Fla Gatas Candidatas Musa Brasileirão Fla no YouTube Fla no YouTube 1 Fla no YouTube 2 Fla no YouTube 3 Fla no YouTube 4 Curiosidades Próximos Jogos Fla no Orkut Dados da Temporada Gávea Virtual Time Atual Arte da Nação
DESENHOS BANDEIRAS GRANDES ADEREÇOS MOSAICO FlaTatoo Informações ContatoImagens Inesquecíveis
DownloadsA Gozação não pode parar
A Gozação não pode parar
Imagens Inesquecíveis
Time AtualTudo do Flamengo na Internet!!!
O Orgulho na Pele
As Gatas do Mengão
O Orgulho na Pele
Torcedores Famosos
Copyright © 2009 Fashownet. Todos os Direitos Reservados ©.Melhor visto no Mozilla Firefox
Destaques do Site
GozaçãoCantos da Torcida
As Gatas do Mengão
Arte da Nação
HistóriaTorcedores Famosos
Arte da Nação
Torcida